Todo começo de ano traz aquele pacote de contas que ninguém consegue evitar. Entre elas, IPTU e IPVA sempre aparecem com algum reajuste. Os valores mudam por causa de inflação, atualização das bases de cálculo e decisões de cada estado e município. Dá para encarar isso com menos susto quando o planejamento começa antes.
A coordenadora Isabel Ermisa Alarcon Pizzorno, da Anhanguera, lembra que o primeiro passo é arrumar a casa financeira. Rever o orçamento, montar uma reserva só para esses impostos e procurar informações sobre descontos ajuda muito. Ela diz que cortar gastos que não fazem falta também é uma boa saída para equilibrar o impacto no bolso.
Quem consegue trabalhar o orçamento ao longo do ano sente menos o baque. Planejamento de longo prazo, aliado a um pouco de educação financeira, deixa o processo mais leve. E, se precisar, um profissional da área pode orientar de acordo com a realidade de cada pessoa.
Isabel reforça que organização é tudo. Usar parte do décimo terceiro pode ser útil, desde que faça parte de um plano e não de uma decisão tomada na pressa.
A lista de cuidados começa com a revisão do orçamento. Vale reposicionar as despesas fixas e variáveis e já reservar espaço para os aumentos. Criar uma reserva exclusiva para IPTU e IPVA também evita aperto na hora do pagamento. Consultar as tabelas de cada imposto ajuda a saber exatamente o que esperar.
Alguns lugares oferecem desconto para quem paga antecipado ou à vista. É bom conferir. Se a grana não permitir, o parcelamento entra como alternativa, sempre cabendo no orçamento. Cortar gastos desnecessários, buscar economia em energia, água e alimentação e até revisar investimentos são estratégias que se somam ao esforço principal.
Isabel ainda destaca algo simples, mas que faz falta para muita gente. Entender o básico de finanças pessoais muda a relação com o dinheiro. Ajuda a decidir com calma e a se preparar melhor para essas contas que chegam todos os anos.
IPTU e IPVA não são surpresa. A diferença está em como cada um decide se organizar.
