A manhã de domingo começou estranha no espaço aéreo venezuelano. Nenhum avião civil aparecia no radar. Nem um. O perfil Hoje no Mundo Militar, que acompanha movimentações de defesa pelo mundo, mostrou o mapa limpo às 5h da manhã.

O sumiço dos voos veio depois da decisão de Donald Trump. No sábado, o presidente dos Estados Unidos mandou fechar totalmente o espaço aéreo “acima e ao redor da Venezuela”. A medida reforça avisos anteriores da agência de aviação americana. Nos últimos dias, Porto Rico também registrou um vai e vem maior de aeronaves e navios.

O governo venezuelano reagiu rápido. No fim da tarde de sábado, o chanceler Yván Gil Pinto publicou uma nota dura no Instagram. Chamou a fala de Trump de ameaça colonialista, ato hostil e atitude arbitrária.

O comunicado insiste que a ordem americana fere a soberania do país e tenta impor uma jurisdição que não existe. O texto aponta que a medida ameaça a segurança aérea, a integridade do território e desrespeita princípios básicos do Direito Internacional.

A nota ainda diz que a declaração representa uma tentativa de intimidação proibida pela Carta da ONU. E reforça que, ao contrariar os artigos que tratam da paz e da segurança internacionais, os Estados Unidos estariam ultrapassando limites que a Venezuela promete denunciar ao mundo.

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Jornalista com registro no MT desde 2022, atuando na área desde 2019. Produtor de eventos desde 1998 e desenvolvedor web desde 2007, com foco em WordPress e conteúdo digital. No Pista Livre, é responsável pela criação, edição e estratégia dos conteúdos.