O sono manda em mais coisas do que parece. Ele acerta o humor, organiza a memória, segura o sistema imune e deixa o corpo funcionar no ritmo certo. Só que a quantidade de descanso muda conforme a idade, e saber disso ajuda a manter a saúde em ordem.
Enquanto dormimos, o cérebro arquiva informações, os tecidos se recuperam e os hormônios entram no eixo. Nas fases mais profundas, o corpo produz hormônio do crescimento e reforça a defesa contra infecções. Dormir bem também deixa a cabeça mais afiada e o emocional mais firme. Quando falta sono, tudo desanda.
As necessidades mudam rápido nos primeiros anos. Recém-nascidos precisam de 14 a 17 horas por dia. Crianças pequenas vão bem com 11 a 14 horas. Na idade escolar, o ritmo cai para 9 a 11 horas. Adolescentes precisam de 8 a 10 horas para dar conta da rotina.
Entre adultos, o ideal fica entre 7 e 9 horas, embora cada pessoa tenha seu próprio ponto de equilíbrio. Já os idosos costumam dormir de 7 a 8 horas, mas o sono fica mais leve e com mais despertares. Mesmo passando a noite inteira na cama, a sensação de descanso nem sempre acompanha, então ajustar hábitos faz diferença.
Quando o corpo reclama, ele avisa. Cansaço, irritação, lapsos de memória e queda no rendimento são sinais claros de pouco ou mau descanso. A longo prazo, isso abre portas para problemas sérios como diabetes, obesidade e transtornos do humor.
Criar uma rotina ajuda o corpo a entrar no modo descanso. Um quarto escuro, ventilado e silencioso faz milagres. Cortar bebidas estimulantes à noite ajuda a acalmar. Atividades leves, como leitura ou meditação, colocam o ritmo no lugar. E manter horários regulares, mesmo nos fins de semana, fortalece o ciclo natural do sono.
Respeitar o tempo que o corpo pede é um dos jeitos mais simples de ganhar saúde, disposição e qualidade de vida em qualquer fase da vida.
