A sigla é a mesma, mas o resultado muda bastante. O 5G que aparece no celular pode ser o puro, o misturado com 4G ou aquele que divide espaço com tudo que já existia. Cada um entrega um tipo de velocidade, estabilidade e alcance.

O 5G SA é o tal do 5G de verdade. Ele funciona em uma rede nova, feita só para ele. Quando pega, mostra do que é capaz. Velocidades que passam de 1 Gbps, resposta quase imediata e conexão firme. É o tipo de sinal que aguenta jogo online e vídeo em 4K sem reclamar. As operadoras começaram por grandes cidades, onde a demanda é maior.

O 5G NSA fica no meio do caminho. Usa antenas novas, mas continua dependente do esqueleto do 4G. É mais rápido e mais esperto que o 4G, mas não chega no ritmo do 5G puro. É o que muita gente já encontra por aí, servindo de ponte enquanto a infraestrutura completa não chega.

O 5G DSS é o mais simples da turma. Foi o primeiro a aparecer no Brasil porque aproveita tudo o que já estava instalado. Divide o espectro com 4G e até 3G. Por isso, melhora um pouco a velocidade, mas não faz milagre. A latência continua alta e o desempenho fica só um passo à frente do 4G. Em compensação, chega muito mais longe e cobre cidades pequenas sem dificuldade.

Na prática, cada tecnologia tem seu papel. O SA é para quem busca o máximo. O NSA atende bem no dia a dia. O DSS abre caminho onde a rede ainda está começando. Conforme as operadoras avançarem, o 5G puro deve virar o padrão e entregar, enfim, a experiência completa da quinta geração no país.

Compartilhar.

Jornalista com registro no MT desde 2022, atuando na área desde 2019. Produtor de eventos desde 1998 e desenvolvedor web desde 2007, com foco em WordPress e conteúdo digital. No Pista Livre, é responsável pela criação, edição e estratégia dos conteúdos.