A presença brasileira em Lima já tomou conta das ruas. Segundo Mauro Cezar Pereira, que entrou ao vivo direto da capital peruana, a cidade está lotada de rubro-negros. A diferença para a torcida do Palmeiras é gigantesca. Nos voos, na migração e até no hotel, o cenário é o mesmo: para cada palmeirense, dezenas de flamenguistas. Ainda não dá para saber quantos realmente têm ingresso, mas o domínio visual é evidente.

Mauro destacou que ainda não conseguiu andar pela cidade, porque chegou perto da meia-noite e já entrou direto na rotina de transmissões. Mesmo assim, pelas imagens, relatos e o fluxo nos aeroportos, o Flamengo tomou Lima.

Clima e temperatura para a final

A temperatura deve ser amena. Durante a manhã, Lima marcou cerca de 16 graus. A máxima prevista para o dia gira entre 23 e 24 graus. Na hora do jogo, a expectativa é de algo em torno de 21 ou 20 graus. Nada de calor sufocante como ocorreu em Guayaquil em 2022. Segundo Mauro, o clima não deve atrapalhar o ritmo da partida.

Flamengo chega melhor, mas números do Palmeiras impressionam

Mauro Cezar cravou que a final não é 50 a 50. Para ele, o Flamengo vive um momento técnico e emocional melhor. O time de Felipe Luís está perto do título brasileiro e chega mais estável. Já o Palmeiras acumula cinco jogos sem vencer no Brasileirão, vive turbulência interna e chega pressionado.

Mesmo assim, a campanha da Libertadores pesa. O Palmeiras fez 12 jogos, 10 vitórias, um empate e apenas uma derrota, totalizando 86% de aproveitamento. São 30 gols marcados e apenas 9 sofridos, desempenho amplamente superior ao do Flamengo, que somou 66% de aproveitamento.

Só que o próprio histórico mostra que isso nem sempre define uma final. Em 2021, o Palmeiras também vinha mal no Brasileiro e foi campeão em cima do Flamengo.

Brasileiros e argentinos lado a lado no topo da Libertadores

O debate também esquentou sobre a hegemonia continental. Brasil e Argentina têm 25 títulos cada um. Se Flamengo ou Palmeiras levantar a taça, o país abre vantagem pela primeira vez desde os anos 60. A sequência recente é absurda. Desde 2019, todos os campeões são brasileiros: Flamengo, Palmeiras, Flamengo, Fluminense e Botafogo.

E vem mais por aí. Para comentaristas do programa, a tendência é que Flamengo e Palmeiras sigam dominando o torneio nos próximos anos. A disparidade financeira é grande e a fase de outros gigantes, como Corinthians, São Paulo e Atlético Mineiro, é ruim. Os argentinos também não vivem bom momento; o River Plate, por exemplo, investiu pesado e fracassou.

Técnicos, pressão e elenco

O Palmeiras tem Abel Ferreira, acostumado a decisões e perto de um possível tricampeonato. Já o Flamengo aposta em Felipe Luís, que pode conquistar sua terceira Libertadores, incluindo as duas que ganhou como jogador. Se isso acontecer, ele iguala Renato Gaúcho como os únicos brasileiros com títulos dentro e fora de campo.

O debate lembrou ainda a quantidade de jogadores de seleção nos dois elencos. Palmeiras conta com nomes como Gustavo Gómez, Piquerez, Murilo, Aníbal Moreno, além dos convocáveis. O Flamengo também tem plantel recheado, com Arrascaeta, Varela, Rossi, Ayrton Lucas, Cebolinha e outros.

Bate-pronto com provocação, humor e viagem de jatinho

Como sempre, o clima do programa terminou no estilo Jovem Pan: cutucadas, risadas e provocações. Vampeta tirou sarro da indecisão de quem não quer revelar para qual time torce. Já Marcos André brincou com a viagem de jatinho para Lima e a possibilidade de voltar só depois que o preço das passagens cair.

Compartilhar.

Jornalista com registro no MT desde 2022, atuando na área desde 2019. Produtor de eventos desde 1998 e desenvolvedor web desde 2007, com foco em WordPress e conteúdo digital. No Pista Livre, é responsável pela criação, edição e estratégia dos conteúdos.